A doença não apresenta sintomas na fase inicial e exames de rotina podem salvar vidas
Detectar o câncer de intestino antes que ele emita qualquer sinal de alerta. Esse é o objetivo da sexta edição da campanha Março Azul, que em 2026 tem como tema a “Jornada da Vida”. A proposta da mobilização nacional e compartilhada em Santa Catarina é ampliar a detecção precoce da doença, já que ela é a segunda mais comum no Brasil, atrás apenas dos cânceres de mama e de próstata, quando excluído o câncer de pele não melanoma. O público-alvo da campanha são homens e mulheres com idades entre 45 e 70 anos.
Realizada pela Sociedade Brasileira de Endoscopia e Endoscopia Digestiva (SOBED), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a campanha chama a atenção para o papel decisivo do diagnóstico precoce do câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal. Entre as ações que serão realizadas pelas sociedades médicas está a iluminação de prédios públicos nas principais cidades brasileiras, além de difundir um gesto simples no cuidado com a saúde: a realização do teste FIT, exame utilizado para detectar sangue oculto nas fezes.
A conscientização sobre a prevenção é essencial, segundo a organização do Março Azul, para combater o medo e a vergonha que ainda cercam os exames. A detecção acontece na fase inicial do câncer de intestino, quebrando a barreira do silêncio, as chances de sucesso do tratamento podem atingir até 90%. A detecção precoce tem como alvo pessoas acima de 45 anos, em especial se tem histórico da doença na família, uma vez que aumenta as chances de diagnóstico da doença. A redução da idade de 50 para 45 anos ocorreu no ano passado após a organização da Campanha Março Azul adotar os mesmos critérios de rastreios de sociedades internacionais, como a American Cancer Society, que perceberam o aumento da doença em pessoas mais jovens






